Temos aqui um rosé que quer ser bebido à mesa. Com um perfil muito fresco, com grande secura, onde os aromas e sabores são delicados e não actores principais. Para acompanhar comida, não para beber a solo. 15,5.
Na sala principal, os visitantes poderão apreciar cerca de 200 Vinhos do Porto e DOC Douro, além de produtos tradicionais portugueses e chocolates.
No espaço Restaurante Show terão oportunidade de degustar criações gastronómicas dos restaurantes Eleven e Quinta dos Frades. As sessões de show cooking serão protagonizadas pelos chefes de cozinha João Antunes (Vin Rouge) e Rui Paula (D.O.C.), duas referências que irão revelar dicas e truques culinários.
Quem pretender aprofundar os conhecimentos em matéria de vinhos, poderá participar nas provas comentadas de Vinhos do Porto Vintage 2007 ou de Vinhos Tintos do Douro 2007, orientadas por Bento Amaral (Chefe de Câmara de Provadores do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) e os críticos Fernando Melo e Rui Falcão.
Nas Harmonizações entre vinhos e gastronomia, os chefes de cozinha José Júlio Vintém, do restaurante Tomba Lobos, e Miguel Castro e Silva, do restaurante De Castro Elias, vão criar pratos para combinar com diferentes vinhos e no Nespresso Lounge Bar o escanção Rodolfo Tristão vai relacionar Vinhos do Porto com café.
Cocktails e propostas de programas turísticos no Douro completam a oferta do evento que, entre as marcas de luxo presentes, contará motos da prestigiada Harley Davidson.
O Porto e Douro Wine Show e Lisboa Gourmet é uma organização da Essência do Vinho e do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).Irá decorrer entre as 15h e as 21h, tendo o ingresso o valor de 5€.
Foi-me dada a oportunidade de fazer uma prova dos vinhos PV. O primeiro vinho provado foi o Retorno 2008. Um vinho de vinhas velhas com cerca de 20 variedades diferentes e que foi vinificado em lagares de inox e estagio em cubas do mesmo material. O vinho abafado é quando a fermentação do mosto é interrompida com aguardente, tornando o vinho doce e com teor alcoólico elevado.
A Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, vulgo CARMIM, foi criada em 1971 por cerca de 60 viticultores. Actualmente, 37 anos depois e com cerca de 1000 associados, é empresa líder no mercado. Vinhos como o Terras d'el Rei, produzidos em larga escala, encontram-se em praticamente todas as cartas da restauração. São vinhos baratos, eficazes e com mercado conquistado. Entre as 24 referências de vinho do produtor também existem marcas ícon, em segmentos diferentes, como o Garrafeira dos Sócios, um vinho de forte carácter elentejano e que desperta as melhores sensações.
Em prova temos dois vinhos monocasta, ambos de 2006, ambos com castas tipicamente alentejanas.
CARMIM Aragonês tinto 2008
Um monocasta de Aragonês e que estagia 6 meses em barricas de carvalho português e francês.
Tem uma cor rubi de boa concentração.
Aroma intenso e com boas notas frutadas a lembrar compotas de amoras, ameixas maduras e cerejas. Leve baunilha.
A boca é volumosa e com acidez mediana mas bem enquadrada. Mantém fruta que encontramos no aroma e um ligeiro toque metálico. Final longo e guloso.
Temos aqui um bom Aragonês, que se bebe com prazer, onde podemos encontrar a fruta gulosa, compotada, que nos dá a casta. Um vinho que se pode comprar por menos de 5 euros, o que o torna uma boa compra. 15.
CARMIM Trincadeira tinto 2008
Feito com a casta Trincadeira e estagiou 6 meses em barricas de carvalho português e francês.
Estas palavras, da autoria de Dirk Niepoort, expressam perfeitamente o vinho que temos em prova.
Uma parceria entre o conhecido produtor duriense e o produtor espanhol, Equipo Navazos, um dos mais prestigiadas nomes de Jerez. Uma parceria com o fim de fazer um vinho de mesa, branco, através da casta com que se faz os Manzanillas, a Palomino. Seguiram o mesmo processo de vinificação, onde as leveduras autóctones da fermentação dão origem à flor e que após estágio nas características Botas (barricas de 500l), é engarrafado e apresentado ao público.
As primeiras impressões não foram consensuais, as opiniões divergiram, mas a curiosidade era muita e toda a gente queria experimentar o vinho. Provei-o em duas ocasiões diferentes e em ambas causou boa impressão. Um vinho completamente diferente do que costumamos beber, onde se notam os aromas a fermento, frutos secos, muitos minerais, principalmente notas salinas e toque floral. Boca de corpo mediano e boa acidez. Algo parca de sabor, nota-se os frutos secos e as notas minerais. Final mediano.
É realmente um vinho diferente, praticamente o oposto dos vinhos que se bebem hoje em dia. Um vinho que primeiro estranha-se, depois entranha-se, como diria o poeta. Sou um dos que gosta. 16.
Agora falo de um projecto recente que surgiu na união de uns amigos do vinho. O Primeira Paixão nasce através do saber de dois grandes enólogos portugueses, Francisco Albuquerque e Rui Reguinga, e em boa hora o fizeram, como poderemos ver mais à frente.







