Mutante tinto 2006

Publicada por Miguel Pereira domingo, 22 de Novembro de 2009 0 comentários

Outra marca da PV, uma gama que se encontra acima dos já provadas (Retorno e PV). Tal como os anteriores, é marcado pelas vinhas velhas do produtor, mas agora com cerca de 40% de Touriga Nacional de vinhas mais recentes. Parte do vinho passou por barricas de carvalho francês.
A colheita em prova é de 2006, até agora a única no mercado.
Tem uma cor rubi de boa concentração.
Aroma intenso, com notas de fruta a lembrar cerejas e groselhas. Podemos encontrar ainda chocolate preto num ambiente floral e com nuances de rosmaninho. Fundo mineral
Boca com bom corpo e bom acidez. a fruta aparece no meio de flores e notas mais minerais. Ligeiro achocolatado. Bom final, com alguma complexidade.
Temos aqui um vinho de bom plano, já com alguma complexidade, que não é óbvio e que dá boa luta na prova. Com elegância, apontado para a mesa, que sem dúvida, dará boa conta de si. 16.

PV rosé 2008

Publicada por Miguel Pereira sexta-feira, 20 de Novembro de 2009 0 comentários

Agora temos em prova a versão rosé da PV Wines. Um vinho monocasta, um Touriga Nacional que é feito e estagiado em inox. Um vinho com uma cor rosa carregada. Aroma intenso e com notas vegetais e forais em destaque. A fruta aparece com suave morangos e cerejas. Leve fumado. Boca de corpo mediano e excelente acidez. Austero, mineral fruta vermelha a lembrar morangos e ligeiro floral. Final de boca com grande frescura.
Temos aqui um rosé que quer ser bebido à mesa. Com um perfil muito fresco, com grande secura, onde os aromas e sabores são delicados e não actores principais. Para acompanhar comida, não para beber a solo. 15,5.

Porto e Douro WineShow/Lisboa Gourmet

Publicada por Miguel Pereira quarta-feira, 18 de Novembro de 2009 0 comentários


Porto e Douro Wine Show e Lisboa Gourmet
VINHOS, GASTRONOMIA E MARCAS DE LUXO ESTÃO DE REGRESSO AO CONVENTO
Convento do Beato, Lisboa, fim-de-semana de 28 e 29 de Novembro
Cerca de 70 expositores vão estar reunidos no Convento do Beato, em Lisboa, na quarta edição do Porto e Douro Wine Show e Lisboa Gourmet.
Na sala principal, os visitantes poderão apreciar cerca de 200 Vinhos do Porto e DOC Douro, além de produtos tradicionais portugueses e chocolates.
No espaço Restaurante Show terão oportunidade de degustar criações gastronómicas dos restaurantes Eleven e Quinta dos Frades. As sessões de show cooking serão protagonizadas pelos chefes de cozinha João Antunes (Vin Rouge) e Rui Paula (D.O.C.), duas referências que irão revelar dicas e truques culinários.
Quem pretender aprofundar os conhecimentos em matéria de vinhos, poderá participar nas provas comentadas de Vinhos do Porto Vintage 2007 ou de Vinhos Tintos do Douro 2007, orientadas por Bento Amaral (Chefe de Câmara de Provadores do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) e os críticos Fernando Melo e Rui Falcão.
Nas Harmonizações entre vinhos e gastronomia, os chefes de cozinha José Júlio Vintém, do restaurante Tomba Lobos, e Miguel Castro e Silva, do restaurante De Castro Elias, vão criar pratos para combinar com diferentes vinhos e no Nespresso Lounge Bar o escanção Rodolfo Tristão vai relacionar Vinhos do Porto com café.
Cocktails e propostas de programas turísticos no Douro completam a oferta do evento que, entre as marcas de luxo presentes, contará motos da prestigiada Harley Davidson.
O Porto e Douro Wine Show e Lisboa Gourmet é uma organização da Essência do Vinho e do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).Irá decorrer entre as 15h e as 21h, tendo o ingresso o valor de 5€.

PV branco 2008

Publicada por Miguel Pereira 0 comentários

Passamos ao branco da gama PV. Um branco feito com as castas tradicionais do Douro. São uvas de vinhas velhas com a seguinte composição: 55% Viosinho, 35% Rabigato e 10% Códega de Larinho. A fermentação é feita parcialmente em madeira e depois estagia em cubas de inox.
Tem uma cor citrina de leve intensidade. Aroma muito citrino, onde encontramos limão, casca de laranja. Tudo em ambiente mineral e com ligeiro vegetal. Boca de corpo mediano e muito fresca. Confirma plenamente o aroma, onde se encontra os citrinos, o vegetal e mineral. Final longo e com boa frescura.
Temos um branco muito bem feito, com grande frescura, seco, com boa austeridade, perfeito para acompanhar comida. Para quem gosta do estilo, e é difícil não gostar, uma bela aposta. 15,5.

Retorno tinto 2008

Publicada por Miguel Pereira terça-feira, 17 de Novembro de 2009 0 comentários



A empresa PV Vinhos nasceu em 2004, numa parceria entre 3 nomes grandes do Douro, José Maria Calem, Jorge Serôdio Borges e Cristiano VanZeller, com o objectivo de produzir vinhos DOC do Douro. Após o lançamento do primeiro vinho com a colheita de 2004, ainda com a adega alugada, avançam para a compra de adega própria, antiga, mas que foi totalmente recuperada. O VT 2005 já foi vinificado na nova adega. Novas marcas são lançadas, até que em 2008 passam a produção para a Quinta da Foz, onde produziu vinho do Porto pela primeira vez.
As quintas que dão origem aos vinhos PV são a Quinta da Foz e a Quinta do Sagrado. Detêm 7 ha de vinha velha, com mais de 70 anos e com cerca de 30 castas. São elas a Vinha do Soalheiro e a Vinha Grande.
A vinificação é toda feita na Quinta da Foz, onde existe uma rigorosa escolha das uvas que entram no lagar, que posteriormente serão pisadas a pé, num dos 4 lagares para o efeito, ou para lagares de inox, onde o trabalho das massas é feito por um robot, procurando reproduzir ao máximo o processo de vinificação. A partir daqui, entram em estágio, ou para barricas de carvalho francês ou para inox.


Foi-me dada a oportunidade de fazer uma prova dos vinhos PV. O primeiro vinho provado foi o Retorno 2008. Um vinho de vinhas velhas com cerca de 20 variedades diferentes e que foi vinificado em lagares de inox e estagio em cubas do mesmo material.
Cor rubi muito escura. Aroma de média intensidade, onde se nota a fruta que lembra framboesas, ginjas e mirtilos. Notas de chocolate preto bem amargo e algum mineral. Fundo floral. Boca de corpo mediano e com boa acidez. Mantém o perfil frutado, com sabores a framboesas e ameixas. Fundo mineral.
Temos aqui um vinho típico do Douro, com boa profundidade, muito frutado e com um lado mais sério, com a mineralidade a dar-lhe alguma frescura e complexidade. É um bom vinho para o dia a dia, um vinho a conhecer. 15.

Magusto com Alorna Abafado 5 anos

Publicada por Miguel Pereira domingo, 15 de Novembro de 2009 0 comentários


O vinho abafado é quando a fermentação do mosto é interrompida com aguardente, tornando o vinho doce e com teor alcoólico elevado.
Chegou a época das castanhas e nada melhor que um licoroso como este para acompanhar tal tradição. Um vinho que nos chega da Quinta de Alorna, um abafado que me fez sorrir.
Feito com uvas brancas tradicionais da região, é adicionada aguardente. Após estágio de 5 anos em barricas é engarrafado.
Tem uma cor âmbar.
Aroma intenso com muitas notas meladas e de frutos secos a lembrar figos, amêndoas e avelãs.
Boca gorda e com boa acidez. Confirma inteiramente o aroma. Encontramos sabores a mel e frutos secos. Final longo e saboroso
Temos aqui um vinho bem agradável, que acompanhou muito bem as castanhas assadas, mas que servirá perfeitamente como aperitivo ou para acompanhar doçaria variada. Uma boa aposta para o dia a dia. Cerca de 5 euros. 15,5.

Dueto alentejano da CARMIM

Publicada por Miguel Pereira quarta-feira, 11 de Novembro de 2009 0 comentários


A Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, vulgo CARMIM, foi criada em 1971 por cerca de 60 viticultores. Actualmente, 37 anos depois e com cerca de 1000 associados, é empresa líder no mercado. Vinhos como o Terras d'el Rei, produzidos em larga escala, encontram-se em praticamente todas as cartas da restauração. São vinhos baratos, eficazes e com mercado conquistado. Entre as 24 referências de vinho do produtor também existem marcas ícon, em segmentos diferentes, como o Garrafeira dos Sócios, um vinho de forte carácter elentejano e que desperta as melhores sensações.
Em prova temos dois vinhos monocasta, ambos de 2006, ambos com castas tipicamente alentejanas.

CARMIM Aragonês tinto 2008
Um monocasta de Aragonês e que estagia 6 meses em barricas de carvalho português e francês.
Tem uma cor rubi de boa concentração.
Aroma intenso e com boas notas frutadas a lembrar compotas de amoras, ameixas maduras e cerejas. Leve baunilha.
A boca é volumosa e com acidez mediana mas bem enquadrada. Mantém fruta que encontramos no aroma e um ligeiro toque metálico. Final longo e guloso.
Temos aqui um bom Aragonês, que se bebe com prazer, onde podemos encontrar a fruta gulosa, compotada, que nos dá a casta. Um vinho que se pode comprar por menos de 5 euros, o que o torna uma boa compra. 15.

CARMIM Trincadeira tinto 2008
Feito com a casta Trincadeira e estagiou 6 meses em barricas de carvalho português e francês.
Tem uma cor rubi escuro.
Aroma intenso, com muitas notas de fruta madura a lembrar ameixas, amoras, cerejas, compotas. Ligeiro vegetal.
Boca encorpada e com boa frescura. Muito frutada, a confirmar o aroma, a par de um ligeiro toque vegetal. Bom final, muito frutado.
Temos aqui um vinho um pouco mais complexo que o anterior, com as nuances mais vegetais a contribuir para tal. Gostei do vinho, muito fresco e apelativo. 15,5.

Navazos Niepoort branco 2008

Publicada por Miguel Pereira terça-feira, 10 de Novembro de 2009 0 comentários

"Convenço-me mesmo que o grande trunfo dos vinhos de Jerez são mesmo os solos calcários, a Flor, e a casta Palomino que actua como catalizadora da minerialidade dos solos calcários. Assim, este vinhos foi eloborado a partir de uma vinho muito especial, que fermentou em botas de 500l, muito velhas. Fermentou naturalmente, com leveduras indígenas e sem controle de temperaturas. Estagiou sobre o Véu e a Bota durante 5 meses, para lhe conferir uma enorme frescura e carácter."

Estas palavras, da autoria de Dirk Niepoort, expressam perfeitamente o vinho que temos em prova.
Uma parceria entre o conhecido produtor duriense e o produtor espanhol, Equipo Navazos, um dos mais prestigiadas nomes de Jerez. Uma parceria com o fim de fazer um vinho de mesa, branco, através da casta com que se faz os Manzanillas, a Palomino. Seguiram o mesmo processo de vinificação, onde as leveduras autóctones da fermentação dão origem à flor e que após estágio nas características Botas (barricas de 500l), é engarrafado e apresentado ao público.
As primeiras impressões não foram consensuais, as opiniões divergiram, mas a curiosidade era muita e toda a gente queria experimentar o vinho. Provei-o em duas ocasiões diferentes e em ambas causou boa impressão. Um vinho completamente diferente do que costumamos beber, onde se notam os aromas a fermento, frutos secos, muitos minerais, principalmente notas salinas e toque floral. Boca de corpo mediano e boa acidez. Algo parca de sabor, nota-se os frutos secos e as notas minerais. Final mediano.
É realmente um vinho diferente, praticamente o oposto dos vinhos que se bebem hoje em dia. Um vinho que primeiro estranha-se, depois entranha-se, como diria o poeta. Sou um dos que gosta. 16.

Cabriz Colheita Seleccionada tinto 2007

Publicada por Miguel Pereira domingo, 8 de Novembro de 2009 3 comentários

Falar de um vinho destes é fácil, fazê-lo com esta qualidade e quantidade é que está ao alcance de poucos. A Dão Sul é um desses produtores, que está sempre na linha da frente e que consegue tirar partido de um projecto muito bem feito, com pés e cabeça, começando a conquistar o mercado com vinhos com qualidade e bastante acessíveis. Agora no seu portefólio já encontramos topos de gama, muito caros e muito bons, como sinal de afirmação e consistência.
A Quinta de Cabriz foi o projecto pioneiro da Dão Sul, e este vinho em prova é o primeiro vinho, a gama de entrada do produtor. Com um preço inferior a 3 euros, é uma das melhores compras, e isto acontece ano após ano.
Feito com as castas Alfrocheiro, Tinta Roriz e Touriga Nacional, estagia durante 6 meses em barricas de carvalho francês.
Cor rubi escura.
Aroma com boa intensidade, onde se notam as flores a lembrar violetas, em companhia de fruta, onde aparecem notas de amoras, cerejas, framboesas, ginjas. Algum chocolate no meio de baunilha e ligeiro balsâmico.
Boca de corpo mediano e boa acidez. A fruta aparece entre as notas balsâmicas e alguma flores. Final mediano e saboroso.
Temos aqui um vinho muito bem feito, com um perfil ideal para agradar a muita gente. Dá uma prova fácil mas saborosa, com tudo muito redondo e prontíssimo para beber. A compra perfeita para o dia a dia. 15,5.

Agora falo de um projecto recente que surgiu na união de uns amigos do vinho. O Primeira Paixão nasce através do saber de dois grandes enólogos portugueses, Francisco Albuquerque e Rui Reguinga, e em boa hora o fizeram, como poderemos ver mais à frente.
Foram à Madeira buscar o Verdelho, uma casta polémica devido à sua nomenclatura. Mas este é o verdadeiro Verdelho, uma das castas usadas nos grandes vinhos, mas muito mal amados, da Madeira, e que dá origem a vinhos muito finos, frutados e frescos.
O vinho em prova é o Primeira Paixão 2008, feito exclusivamente com Verdelho e que estagiou em inox.
Tem uma cor amarelo citrino.
Aroma muito intenso. Notas citrinas a lembrar limão. As nuances mais vegetais vêm ao de cima, com notas de relva acabada de cortar, A fruta continua na versão mais exótica, onde podemos encontrar manga, kiwi, ananás e maracujá.
Boca com bom volume e muito fresca. Notas intensas de fruta, ora citrina, ora tropical, sempre na companhia de sabores vegetais. Final longo e muito fresco.
Provar e beber este vinho deu-me muito prazer. Um vinho muito intenso, muito fresco, com a casta em grande plano a mostrar todo o seu potencial. Faz-nos pensar porque será que não temos mais vinhos assim. Nota mais para a imagem, para o rótulo, que na minha opinião está belíssimo, muito apelativo.
Penso ser um projecto com tudo para dar certo, assim continuem os vinhos e assim continue o desejo de ser diferente e apresentar produtos distintos. Muito bem. 16,5.

Redoma Reserva branco 2008

Publicada por Miguel Pereira sábado, 7 de Novembro de 2009 2 comentários

Chega-nos do Douro o vinho que é, seguramente, um dos melhores brancos portugueses. Algumas colheitas chegam mesmo à excelência e ao nível dos grandes vinhos brancos do mundo. O autor da proeza é Dirk Niepoort, um autêntico visionário e cujo nome é sinónimo de qualidade.
É um branco feito com vinhas velhas, com mais de 60 anos, plantadas a uma altitude entre os 400 e os 800m, onde as temperaturas são mais amenas e assim as maturações são mais longas e equilibradas, conseguindo assim uma maior frescura.
As uvas que entraram no lote foram o Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho e Arinto. Após vinificação em barricas de carvalho francês, estagia por mais 9 meses nas mesmas.
Cor amarelo palha.
Aroma intenso, com notas tostadas e ligeiramente fumadas. Depois aparecem flores e notas minerais. A fruta aparece a lembrar citrinos, com limão e laranja. Continua com frutas de caroço, principalmente ameixas.
Boca encorpada e com uma bela acidez. Notas tostadas, com toques de baunilha, flores e fruta. Fundo mineral. Final longo e complexo.
Temos aqui um vinho com muita qualidade. Estrutura e profundidade muito boas, um grande equilíbrio com a acidez, a juntar a bela complexidade. Apesar de encorpado, ele não é nada pesado, num conjunto muito equilibrado e que neste momento já dá muito prazer, apesar de não virar a cara a uns anos pela frente. Um belo branco português. 17,5.

Soalheiro Alvarinho Primeiras Vinhas branco 2008

Publicada por Miguel Pereira sexta-feira, 6 de Novembro de 2009 2 comentários

Muito se falou e fala deste vinho. Depois da estreia com a colheita de 2006 e com o excelente 2007, quase que estávamos em suspenso à espera da nova colheita.
A marca Soalheiro é um dos melhores brancos da região dos Vinhos Verdes e mesmo de Portugal. São brancos que não facilitam, antes mostram o lado mais austero do Alvarinho, onde a fruta não reina, mas sim a mineralidade e as notas mais vegetais. São vinhos que aguentam bem em cave e que são um deleite para qualquer enófilo que se preze.
Em 2006, em parceria com Dirk Niepoort, é lançado pela primeira vez o Primeiras Vinhas. Como diz o nome, é um vinho feito com as primeiras castas de Alvarinho plantadas pelo produtor. Um vinho que não passa por madeira e que procura transmitir todo o potencial da casta.
Tem uma cor amarelo citrino.
Aroma fino e intenso. Nota-se uma grande austeridade, onde aparecem citrinos com lima e limão, muitos minerais, pedregoso, fumados.
Boca com bom volume e uma excelente acidez. Continua com as notas citrinas, agora acompanhadas de ananás e muito mineral. Final longo e muito fresco.
Não é um vinho fácil. Ao contrário do 2007 que, apesar da austeridade que tinha, conseguia transmitir a intensidade e a fruta típica do Alvarinho, este 2008 é muito fechado, muito austero, onde somente sentimos o seu lado mais sisudo. Temos aqui um vinho com um longo futuro pela frente, com muita qualidade, mas que neste momento, está uns furos abaixo do 2007. Talvez seja unicamente uma questão de gosto. 17.

Adegaborba.pt Reserva rosé 2008

Publicada por Miguel Pereira quarta-feira, 4 de Novembro de 2009 0 comentários

Este foi o meu companheiro de verão. Um vinho da Adega de Borba que, como é costume, apresenta um bom produto com um preço baixo. O vinho custa menos de 3 euros na Adega.
Um vinho feito de Aragonês e com tratamento em inox.
A cor é rosa escuro, quase avermelhado.
Aroma intenso e guloso, com notas de fruta vermelha a lembrar morangos e framboesas. Ligeira nota vegetal e alegrar o conjunto.
Boca com volume mediano, tal como a acidez. Alguma doçura residual. Muito frutada e com uma ponta vegetal. Final mediano, com alguma doçura.
Um vinho bem feito, com um perfil muito frutado e adocicado, que o torna guloso e óptimo para aperitivo. Quem gosta de rosés docinhos, ligeiros, tem aqui uma boa escolha. 14,5.

Monte da Peceguina tinto 2008

Publicada por Miguel Pereira 0 comentários

Monte da Peceguina é a gama de entrada deste produtor alentejano. Um vinho que não é propriamente barato, com um preço a rondar os 8 euros, não poderá ser considerado um vinho para o nosso dia a dia, pelo menos para a maioria dos consumidores de vinho.
Tenho provado este vinho desde a sua primeira colheita e confesso que sou um fã dele. Uma excelente imagem, um estilo muito frutado e guloso.
Esta é a colheita de 2008, que foi feita com as castas Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon e que teve um estágio parcial em barricas de carvalho francês durante 7 meses.
Sai da garrafa com uma cor escura, jovem.
Aroma com boa intensidade. Notas tostadas, chocolate preto amargo, fruta vermelha a lembrar morangos e framboesas ácidas. Toque vegetal a lembrar pimentos.
Boca com bom volume e boa acidez. Muito frutada, tem a companhia de tosta, chocolate preto. Ligeiro toque vegetal. Bom final, guloso.
À semelhança dos anos anteriores, este vinho apresenta-se já prontíssimo a beber, com um perfil guloso, frutado, com alguma complexidade. Temos aqui a receita para o sucesso, com um vinho fácil mas não modesto, com um vinho moderno, jovem e urbano. Temos aqui a receita certa. 16.

Quinta dos Quatro Ventos tinto 2006

Publicada por Miguel Pereira terça-feira, 3 de Novembro de 2009 0 comentários

Continuamos na Aliança, agora no Douro na região de Numão, Douro Superior. É lá que fica a Quinta dos Quatro Ventos, uma quinta centenária, pertencente à Aliança. São 45 hectares plantados com s castas tradicionais. Temos Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Tinta Amarela. Daqui saem os vinhos Foral e Quinta dos Quatro Ventos, ambos colheita e reserva. Aqui provamos o colheita 2006, um tinto feito com Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional. Estagia 12 meses em barricas novas de carvalho francês e russo. Nota ainda para a quantidade produzida. São 100.000 garrafas deste vinho, um número bem elevado para o panorama português e principalmente pela qualidade que apresenta colheita após colheita.
Tem uma cor escura.
Aroma intenso, onde se destacam as notas de fruta escura a lembrar ameixas, amoras e ginjas. O ambiente é tostado de onde aparecem, algo escondidas, notas de flores a embelezar o conjunto.
Boca gorda e com boa acidez. Boa fruta, elegante, a confirmar o aroma. Fumados, tosta e algumas flores dão forma e complexidade ao conjunto. Final longo e bastante apetecível.
Temos aqui um vinho com uma bela complexidade, num conjunto bem composto, elegante, fino. Com um preço a rondar os 10 euros, é uma escolha certa para quem quer qualidade elevada sem gastar muito dinheiro. Venham mais vinhos assim. 17.